quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ATIVIDADE: LITERATURA DE CORDEL - BRINCADEIRA DE CRIANÇA

Objetivos: Conhecer a literatura de cordel e algumas de suas características.
1. Pergunte às crianças se elas já ouviram falar em cordel. Antes de trabalhar a definição desse gênero textual, proponha a elas a leitura do cordel “Brincadeira de criança”, retirado do site: http://tarciocosta.com.br/content/view/322/45/.
Entregue uma cópia para cada aluno, escreva o poema em um cartaz e deixe-o fixado na sala. É importante que, ao ouvir a leitura do professor, as crianças percebam a musicalidade e a melodia do cordel. Leia o nome do cordel e peça aos alunos que levantem hipóteses sobre o assunto que será tratado. Logo após, faça a leitura de todo o texto.




LITERATURA DE CORDEL: BRINCADEIRA DE CRIANÇA 



BRINCADEIRA DE CRIANÇA   
UM BARQUINHO DE PAPEL
GIRA GIRA MEU PEÃO
CARRINHO DE ROLIMÃ
AMARELINHA NO CHÃO
QUEM CHEGAR PRIMEIRO AO CÉU
VAI GANHAR MEU CORAÇÃO   
A PIPA NO AZUL DO CÉU
PULAR CORDA NO QUINTAL
BATE E VOLTA À BOLA QUEIMA
SEMPRE VENÇO NO FINAL
POIS BOM MESMO É SER CRIANÇA
 BRINCAR ATÉ PASSAR MAL   
O MUNDO É BOLA DE GUDE
É CIRANDA CIRANDINHA
PEGA PEGA É MAIS GOSTOSA
QUANDO A VEZ NÃO É A MINHA
SE ADULTO TEM INVEJA
QUE VOLTE A SER CRIANCINHA. 
 
Ao final da leitura, peça às crianças que verifiquem se suas hipóteses se confirmaram. Além disso, converse com a turma sobre a forma de declamar o cordel, o conteúdo que ele aborda e a sua estrutura. Você pode perguntar:

-“Como o cordel foi declamado?”
- “Ele tem rimas? Quais são? (leia cada estrofe para que os alunos identifiquem as rimas) Para que elas servem?”  
- “Que história o texto conta?”
 - “Quantos versos e estrofes têm o cordel?”             
Durante o processo de alfabetização, é importante que você faça às crianças perguntas que visem trabalhar a capacidade de produzir inferências. Por meio dessas questões, os alunos serão desafiados a ler o texto em suas entrelinhas, ou seja,  a perceber as informações que não estão ditas explicitamente. Abaixo, sugestões de perguntas:
 - “Por que, ao final da história, se diz":  
 “SE ADULTO TEM INVEJA   
QUE VOLTE A SER CRIANCINHA”   
- “Para o autor, qual a diferença entre ‘ser criança’ e ‘ser adulto’?
Os aprendizes deverão perceber que, nas "entrelinhas", o autor passa a seguinte informação: o adulto não brinca, enquanto a criança sim. Por isso, se tiver inveja deve voltar a ser criança.
Peça às crianças que colem o cordel no caderno para que, em outra aula, continuem o trabalho com esse texto.


ATIVIDADE PARA CRIANÇAS EM FASE DE ALFABETIZAÇÃO




 



PROJETO BRINCADEIRAS DE OUTRORA



Introdução

Se perguntarmos para algumas crianças do que elas costumam e gostam de brincar, com certeza 99,9% vão responder que se divertem jogando no computador, no vídeo game e assistindo TV. Muitas pessoas dizem que tanto as brincadeiras quanto os brinquedos evoluíram. Mas, há quem discorde dessa afirmação.

Em pleno século XXI, a maioria das nossas crianças desconhecem, na prática, o real significado do que vem a ser brincar. Uma palavra tão pequena e ao mesmo tempo tão grandiosa para quem teve a oportunidade de se deliciar com brincadeiras simples, mas prazerosas. Realmente, as brincadeiras sofreram mutações, mas a essência de ser criança permanece. A infância passa rapidamente. E só nos cabe recordar essa época tão fascinante. Quando falamos em infância, o que vêm à sua memória? Você já parou para pensar o que as crianças de hoje vão ter para lembrar?

Vamos voltar um pouquinho no tempo... Que menina nunca brincou de pular elástico? Há alguns anos, isso era uma febre. Nem era preciso levar o tal elástico para a brincadeira. Cada uma tinha o seu. Mas, era só juntar a meninada, que sobrava elástico e muita diversão. As garotas de hoje não sabem nem o que fazer com um elástico. E nem vêem graça nesse tipo de brincadeira.

E pular amarelinha? Quantas vezes íamos e voltávamos pulando aqueles quadrinhos que nós mesmas rabiscávamos, utilizando pedaços de tijolos, nas portas de nossas casas, pracinhas etc.?

E pular corda, então?! Era uma delícia juntar as amiguinhas e ficar batendo, cantando e pulando até cansar.

Não podemos esquecer-nos do bambolê, que era rodado na cintura até perder forças e cair. Algumas meninas conseguiam passá-lo por todo o corpo sem parar de rodar e nem deixar cair!

Passávamos horas entretidas com bonecas enquanto isso, os meninos faziam a festa soltando pipas coloridas que enfeitavam o céu, principalmente no período de férias. Além disso, bolinhas de gude, jogos de botões, sem falar dos mais variados tipos de carrinhos. E as bicicletas? Nossa, a gente contava os dias para chegar o final de semana e podermos sair para pedalar em algum lugar tranqüilo.

E quem é que nunca jogou dama - não vale pela internet -, ou fez bolinhas de sabão com canudo de mamona e sabão em pó?!Era divertido demais soltar as bolinhas e acompanhá-las até estourarem no ar!

Nem víamos as horas passarem enquanto nos divertíamos brincando de: esconde-esconde, pega-pega, cabra-cega, telefone sem fio, passa anel, boca de forno, estátua, dança da cadeira, detetive, adedonha, queimada e rouba a bandeira. E a famosa brincadeira cai no poço - era pra ser cheia de malícia, mas a gente se esbaldava com muita inocência. Quantas boas lembranças de um tempo dourado!

Hoje, as crianças nem sabem que brincadeiras são essas citadas anteriormente. Talvez nem se interessem. Ou não sejam estimuladas a se interessarem. É muito mais conveniente, e muito mais sem graça também, deixar uma criança se entreter com jogos eletrônicos do que ensiná-la brincadeiras simples, mas sadias, como as que aprendemos com os nossos pais há alguns anos.

Nós, sim soubemos aproveitar. Éramos inocentes, simplesmente crianças. Vivíamos bem distantes da corrupção, de adulteração disso ou daquilo, de mensalão, de violência, de crueldade, etc. Apesar das críticas, não há o que reclamar. Tivemos uma infância feliz!!

Justificativa

Hoje, as crianças estão muito mais preocupadas em se adequar as novas tecnologias e não vêem que vivendo no mundo "virtual" em que se situam estão perdendo a melhor fase de suas vidas. Parece que nem mesmo os pais têm consciência disso. Acham que dando tudo do bom e do melhor, em termos de equipamentos eletroeletrônicos estão fazendo seus filhos mais felizes, mas não percebem que o que realmente traz felicidade é vivenciar cada época de nossas vidas, sem pular etapas. Crianças mais felizes, conseqüentemente, se tornam adultos mais felizes.

Para tanto, este projeto intitulado” Projeto Brincadeiras de Outrora” tem a finalidade resgatar as brincadeiras e jogos da nossa cultura popular inserindo essas brincadeiras, que são de suma importância para o desenvolvimento físico da criança. Estes jogos e brincadeiras são atividades que poderão ser compartilhadas até com seus familiares, colegas e amigos de sua comunidade.

O brincar e o jogar são atos indispensáveis à saúde física, emocional e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer povo desde os mais remotos tempos. Através deles, a criança desenvolve a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a auto-estima, preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor.

Este projeto envolverá um conjunto de fatores que devem existir para uma vida melhor e saudável. Isso é que para se ter uma boa qualidade de vida, é necessário mudança de comportamento, vivência de novos valores, disciplina, respeito mútuo, atenção a saúde, solidariedade, entre muitos outros.

Objetivo geral:

Resgatar valores, socializar brincadeiras que eram realizadas no passado, ampliar seu círculo de brincadeiras, tornar as crianças mais solidários e participativas, incentivar o trabalho de equipe.

Objetivos específicos:

• Reconhecer semelhanças e diferenças da criança de hoje e de outros tempos;
• Identificar o cotidiano de uma criança nos tempos atuais;
• Pesquisar com as crianças, quais brincadeiras que mais gostam;
• Descobrir as principais manifestações folclóricas em nosso país;
• Confeccionar de Pipas ( a mais engraçada, Original, Diferente );
• Identificar e reconhecer Músicas Folclóricas, cirandas;
• Utilizar Trava-Línguas, parlendas;
• Resgatar jogos, canções, danças de rodas e brincadeiras de antigamente.

Conteúdos:

• Uso da linguagem oral para conversar e expressar idéias e opiniões;
• Leitura de pequenos textos como: Trava-Línguas, Parlendas, Canções, etc.;
• Cantigas, danças de roda, brincadeiras antigas e brinquedos utilizados pelos nossos pais e avós;
• Participação em jogos, brincadeiras de antigamente;
• Participação nos jogos.

Metodologia e estratégias:

• Material didático
• Livros de histórias
• Gravuras e Cartazes
• Textos e leituras variadas
• Atividades xerocopiadas e dirigidas
• Criações diversas
• Vídeos
• Pesquisa com pais, familiares, vizinhança sobre brincadeiras/jogos do tempo deles em criança;
• Diálogos e relatos
• Músicas
• Recreações, jogos e brincadeiras
• Competições de brincadeiras ( Corrida do Saco, Corrida da batata na colher, Dança das cadeiras, Taco, Amarelinha, Batata Quente, Cabo de Guerra, Pé de Lata, Elástico, Peteca, Queimada, etc. );

Avaliação:

Acontecerá no decorrer do processo através da observação e execução das atividades aplicadas.
É através das crianças que se perpetuam as brincadeiras tradicionais, sendo, estas, preservadas e recriadas a cada nova geração. Portanto, resgatar a tradição das brincadeiras é uma forma de ampliar o universo lúdico e cultural das crianças, além de promover uma interação com outras gerações. Assim como nossos pais e avós, com certeza temos uma história pra contar sobre nossos brinquedos prediletos e uma brincadeira a ensinar.
Referências
Livro “Brincadeira para Crianças de Todo Mundo.
KISHIMOTO, T.M. (Org). Jogos, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. Ed. São Paulo, Cortez. Edição, 2007.
   
Fonte: Este projeto foi a contribuição da professora B. Sena do Grupo Professores Solidários.

PINTURAS DE BRINCADEIRAS ANTIGAS

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